O quarto dia das Festas de São João de Braga ficou marcado pela forte presença da cultura popular, da música tradicional e do espírito comunitário que caracteriza a maior festa popular de Portugal. Ao longo do dia, as ruas da cidade encheram-se de cor, ritmo e animação, com destaque para o XXXV Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos, que voltou a reunir participantes nacionais e internacionais num dos momentos mais emblemáticos da programação sanjoanina.
De manhã, o “São João vai à Praça” levou animação, música e convívio ao Mercado Municipal, aproximando ainda mais as festividades da população e dos visitantes e reforçando a dimensão participativa que distingue o programa sanjoanino.
No largo de São Francisco, a música tradicional voltou a fazer-se ouvir através de mais uma edição do Festival Braga Capital do Cavaquinho, iniciativa que reuniu músicos dedicados a um dos instrumentos mais representativos da cultura musical portuguesa. O encontro reforçou o papel de Braga na promoção e valorização desta tradição, proporcionando dois momentos, de manhã e ao início da tarde, de partilha e celebração do património musical minhoto.
A manhã foi ainda marcada pela habitual Novena a São João Baptista, na Igreja de São Lázaro, preservando a dimensão religiosa das festividades e a devoção ao santo padroeiro das celebrações.
Gigantones e Cabeçudos encheram Braga de cor, ritmo e animação
As ruas do centro histórico encheram-se igualmente de ritmo com o Rufar de Porta Aberta, desfile protagonizado por alguns dos grupos de percussão participantes no XXXV Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos. O som dos bombos e instrumentos tradicionais ecoou pela cidade, proporcionando um momento de grande animação e demonstrando a vitalidade de uma das mais emblemáticas expressões da cultura popular portuguesa.
A animação prosseguiu com a Rodopiada de Gigantones e Cabeçudos, um dos momentos mais animados do encontro internacional. Num ambiente de festa, as icónicas figuras interagiram com o
público que assistia, proporcionando momentos de alegria, cor e proximidade. Símbolos incontornáveis das festividades sanjoaninas, os gigantones e cabeçudos voltaram a encantar os bracarenses e visitantes, contribuindo para o ambiente único que caracteriza o São João de Braga.
Ao final da tarde, os grupos participantes do XXXV Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos foram recebidos no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga. Durante a noite, o XXXV Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos voltou a tomar conta da cidade com um desfile pelas ruas de Braga marcado pela diversidade cultural, pela criatividade e pelo colorido das figuras participantes. O encontro culminou com a atuação dos diferentes grupos participantes na Praça da República, proporcionando ao público mais um momento de grande animação e celebração coletiva.
Dos artistas locais a Rosinha: um dia de muita música e animação
A tradição popular esteve também presente através do Torneio da Malha, iniciativa que promoveu um dos mais emblemáticos jogos tradicionais portugueses e reuniu participantes de diferentes idades num saudável momento de convívio e competição.
A programação musical prosseguiu com o Festival Antena Minho, que voltou a reunir artistas e público num ambiente de celebração e proximidade. Na Avenida da Liberdade, o concerto de Artistas Locais proporcionou uma montra privilegiada para músicos emergentes do distrito de Braga – Pedro Fernandes e Amigos de Braga -, reforçando o compromisso das Festas de São João com a promoção da criação artística local e com o apoio a novos projetos musicais.
O dia ficou também marcado pelo concerto de Rosinha, no Parque da Ponte, que levou ao palco a sua energia característica e um repertório amplamente conhecido pelo público, encerrando mais uma jornada de festa num ambiente de grande entusiasmo e participação. A noite seguiu com animação de DJs na Avenida Central.
Com uma programação marcada pela tradição, pela música e pela forte componente comunitária, o quarto dia das Festas de São João de Braga voltou a demonstrar a capacidade da celebração em unir diferentes gerações e culturas, proporcionando momentos memoráveis de convívio, partilha e identidade popular.