Gigantones e Cabeçudos

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O Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos é hoje um dos principais certames do cartaz das festas de São João. Trata-se de uma iniciativa criada em 1989 e posteriormente integrada nas festas da cidade, que reúne algumas dezenas de grupos de gigantones e cabeçudos do município de Braga e de localidades do norte de Portugal, de Espanha e também de França.

O ponto alto deste encontro, que decorre sempre no primeiro fim de semana das festas, é o cortejo que atravessa as ruas de Braga na tarde de domingo, arrastando milhares de pessoas às ruas.

Progressivamente este certame tem integrado grupos de precursão de todo o país, facto que tem servido de fundamento ao surgimento de grupos aliados deste género musical em algumas escolas do município.

De forma a integrar, no presente, algumas das tradições que faziam parte das festas de São João do passado, foi integrada neste cortejo a exibição da Serpe, uma serpente gigante feita de trapos, personificada por algumas dezenas de figurantes. Após mais de uma década sem sair às ruas, a SERPE regressou em 2014 ao cortejo.

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Recorde-se que os Gigantones e Cabeçudos (também denominados como amazonas), que já apareciam integrados na procissão sanjoanina descrita nos séculos XVII e XVIII, voltaram a ser presença assídua após as festas de 1896. Nesse ano, veio da cidade galega de Vigo, um grupo de “Gigantones y cabezudos” que era tido, à época, como “um número novo” do programa.

Esta inovação acabou por ganhar raízes nos festejos, e os grupos de gigantones e cabeçudos chegaram mesmo a servir de acompanhamento aos carros dos pastores e do Rei David nos anos de 1908 e 1909.

 

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