Procissão

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A procissão de São João, organizada inicialmente pela paróquia de São João do Souto, foi-se tornando um dos momentos fundamentais das festas sanjoaninas. Depois dos bailes e representações sacras que marcaram a rotina do préstito na segunda metade do século XVIII, na centúria seguinte surgem, como ilustres sobreviventes do sucessivo esvaziamento das festas sanjoaninas, o Rei David e os pastores, que se mantêm apegados a este cortejo secular. Por exemplo, em 1855, a procissão saía às 7 horas da manhã e era precedida pelo baile dos pastores e pela dança do Rei David. Realizada apenas em três ocasiões entre 1925 e 1940, o préstito foi entretanto batizado de procissão dos santos do mês de junho. Contudo, apenas desde 1949 a procissão adotou definitivamente a atual configuração e denominação. Progressivamente foram-lhe sendo acrescentados andores transportando as imagens de outros santos que a Igreja recorda neste período. Primeiro, os tradicionais santos populares que, juntamente com São João, formam a tríade festiva mais mediática de Portugal – Santo António e S. Pedro – e depois com a junção progressiva de outras devoções, como é o caso de Nossa Senhora do Sameiro e do Sagrado Coração de Jesus. No préstito de 1951 já se integrava também o andor de S. Luís Gonzaga, transportado por estudantes. Atualmente, a procissão transporta nove andores e continua a ser um dos pontos relevantes do programa do dia 24 de junho, tendo sido reintroduzida a presença dos pastores e do Rei David como figurantes na procissão desde 1995.

 

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